Por estes factos, é necessário encontrar soluções que respondam a critérios de utilização do solo, de acessibilidades, de amenidades, de racionalização de matérias-primas, de consumo energético, de consumo de água, de minimização de produção de efluentes líquidos e sólidos, sem descurar a qualidade de construção e o impacte económico ao longo do seu ciclo de vida.
A utilização quotidiana de conceitos de sustentabilidade implica mudanças de hábitos e mentalidades.
Torna-se necessário implementar um conjunto de medidas dirigidas a todos os stakeholders envolvidos nos diferentes processos da fileira da construção.
As soluções estudadas para cada projeto têm de envolver propostas que possibilitem a redução da energia embebida nos materiais, dos consumos energéticos na fase de utilização, de emissões poluentes diretas e indiretas, a redução do consumo de recursos, a redução do consumo de água e consequentemente a redução dos impactes ambientais.
Todas as soluções projetadas devem ver o seu investimento amortizado em prazos consentâneos com a obtenção de um retorno económico durante a fase de vida útil do empreendimento.
Assim, este processo aparentemente simples, carece de esclarecimento, informação e incentivo junto dos diferentes intervenientes, já que ao que parece o cliente será o interveniente mais sensibilizado para as vantagens de utilização de um produto imobiliário que tenha sido concebido com os conceitos supracitados.
Logo, e seguindo a fileira pela sua ordem de prevalência de intervenção, os promotores devem procurar a melhoria e competitividade das suas ofertas, necessitando o setor de ver reconhecido este esforço através de regulamentação e sistemas de incentivo, de modo que as soluções sejam atraentes ao investimento pela requalificação de uma hierarquia de mercado. Desta forma os investidores poderão ver justificado o valor do investimento em projetos sustentáveis, baseados estudos de viabilidade económica.
Aos projetistas cabe a função de conceber e desenvolver soluções que contemplem os princípios da sustentabilidade, atendendo aos necessários impactes social e económico, sem os quais o trinómio não fica completo no seu conceito.
Deve ser implementada a sensibilização a todo o sector para as preocupações ambientais, sociais e económicas que são características da sua atividade.
Os Municípios e demais entidades licenciadoras, deveriam bonificar, de alguma forma, aqueles que possuam, comprovadamente, preocupações de sustentabilidade nas construções, já que, a uma escala mais alargada, seria uma forma de se fazerem refletir os princípios, de per si, por cada promotor.
Aqui chegados teremos de enquadrar a forma como poderemos comprovar a utilização de princípios de sustentabilidade através de uma avaliação e consequente certificação baseada em métodos adaptados á realidade Nacional, incentivando todo o sector a aderir a esta componente importante de preocupação presente e futura do sector da Construção e promoção imobiliária.